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Heitor Villa-Lobos(1889-1959)

Publicado por marcos36 em abril 27, 2008

  • Heitor Villa-Lobos (1889-1959)

Compositor e maestro brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro, filho de um músico amador, funcionário da Biblioteca Nacional. Desde cedo aprendeu piano e clarineta e aos 12 anos começou a tocar violoncelo em teatros, cafés e bailes. Também aprendeu violão e conviveu com os chorões (músicos populares que tocavam choros), que com suas canções de rua foram seus primeiros professores.

Sua formação de autodidata foi completada lendo e estudando as obras dos grandes mestres, tratados didáticos como o de d’Indy. Mas são o seu instinto e gênio, peculiar aos grandes mestres, e sua grande admiração por Johann Sebastian Bach, a força que o impulsiona a compor. O conhecimento do folclore nacional viria também a ser de vital importância para a criação de sua monumental obra nacionalista.

Heitor viajou muito pelo interior do Brasil, fugindo de casa, da sua mãe, que queria que ele estudasse medicina. Nestas viagens coletou vasto material folclórico que viria a ser uma rica fonte para o amadurecimento do seu estilo nacionalista, apesar das suas primeiras composições serem influenciadas por Wagner, Puccini, Franck, compositores da virada do século, do alto romantismo e do impressionismo francês.

Entretanto, com as Danças Característica Africanas, para piano e com os bailados Amazonas e Uirapuru (1917), estas influências começaram a ser ignoradas. Em 1913, conclui a Prole do Bebê, para piano, o Noneto (1923), vocal e instrumental.

A Prole do Bebê são as três suites para piano de Villa-Lobos. A primeira, a mais importante e também a mais conhecida internacionalmente pelo trabalho de divulgação feito por Arthur Rubinstein (1886-1982), célebre pianista virtuoso, grande amigo e admirador incondicional de Villa-Lobos. Rubinstein incorporou a Prole do Bebê ao seu repertório e a executou nos melhores teatros e para as mais exigentes plateias, em programas com composições de Bach, César Franck, Chopin e Liszt. Desta suite faz parte o Polichinelo, que é frequentemente executado isoladamente e também é bastante conhecido.

Atacado violentamente pela crítica da época, viaja para Paris (1923), juntando-se aos compositores vanguardistas Ravel, Falla, Varèse, Florent e Schmitt entre outros. Durante a permanência em Paris compôs a extraordinária série dos Choros. Sua estada em Paris, mostra aos europeus sofisticados e intrigados, a arte selvagen, irracional e sensual deste novo compositor. A audição dos Choros, em Paris, revela a nova forma de composição musical, que agrupa variados gêneros musicais brasileiros.

Sua intensa admiriação por Bach manifesta-se em sua plenitude com sua obra mais famosas dos anos 1930-45, as Bachianas Brasileiras, para diversas formas de orquestras. Nesta série de nove obras, denominadas Bachianas Brasileiras, Villa-Lobos com inspiração eminentemente brasileira, adaptou estas obras as formas barrocas, clássicas e contrapontísticas. A Bachianas N. 1 foi composta para orquestra de violoncelos; N. 2 para orquestra e tem como tocata final O Trenzinho do Caipira; a N. 3 para piano e orquestra; a N. 4 para solo de piano ou orquestra; N. 5 para soprano e orquestra de 8 violoncelos, começa com a Cantilena, e é a mais conhecida nacional e internacionalmente; N. 6 , camerística, para flauta e fagote; a N. 7 para orquestra; a N. 8 também para orquestra; a N. 9 para coro a cappella ou orquestra de cordas.

No Brasil, Villa-Lobos fez um trabalho de alta importância para a educação, durante a Revolução de 30, relativamente ao desenvolvimento do canto orfeônico. Nesta ocasião, lança o Guia Prático, extraordinária coleção de temas populares. Em 1932 é nomeado superintendente da Educação Musical no Estado do Rio. Faz um notável trabalho pedagógico, sem par, e em 1942 funda o seu Conservatório Nacional de Canto Orfeónico com a criação de inúmeros corais populares nas escolas. Neste período separa-se da sua primeira mulher e casa-se agora com Arminda Neves de Almeida, que viria a dirigir o Museu Villa-Lobos.

Villa-Lobos teve uma grande produção artistica, cerca de 1500 obras conseguindo realizar-se no espírito nacionalista que dominou sua época. Compôs 12 sinfonias, sendo a mais importante a N. 10, Sumé Pater Patrium, uma obra-prima. Poema sinfônicos, concertos para violino, violoncelo, piano; diversas peças para piano, numerosas melodias com acompanhaamentos de piano ou orquestra.

Sua produção operística é irregular: Izaht, Yerma e outras sem maior importância, num total de 5 óperas e 15 bailados. É nas Serestas para canto e piano, nas suas muitas canções que Villa-Lobos soube muito bem, melhor que ninguém, captar a alma da modinha brasileira. Sua obra pianística, impressionista, é importantíssima: Cirandas, no Ciclo Brasileiro e o virtuosismo de Rudepoema.

Cirandas, esta coleção de 16 peças para piano, inspiradas em motivos folclóricos tais como: Terezinha de Jesus; Fui no Tororó; Vamos atrás da Serra; Calunga; Pai Franciso; e outras joias do cancioneiro popular, nos transporta aos tempos da infância, com as crianças e as brincadeiras de roda.

Rudepoema, esta fantasia pianística (1921-26), obra violenta e inspirada, tem o objetivo de retratar a personalidade musical de seu amigo e admirador Arthur Rubinstein, pianista polonês naturalizado americano que estudou com Barth e Paderewski e gozou de fama internacional.

As quatro suítes orquestrais Descobrimento do Brasil, os 12 Estudos e os 5 Prelúdios para Violão são certamente suas composições mais conhecidas, divulgadas, executadas pelo mundo afora. Mandu Çarará, para orquestra e coros mistos; a fantasia para piano e orquestra Momo Precoce; suas composições religiosas, as obras corais Missa de São Sebastião; Bendita Sabedoria; Magnificat Alleluia e Vidapura; uma Fantasia Concertante para orquestra de violoncelos; concertos para violão, violoncelo, piano e gaita de boca; muita música de câmara para as mais diversas formações.

Em 1945, Villa-Lobos fundou a Academia Brasileira de Música, cujos primeiros 50 membros ele mesmo designou. Em 1948, opera-se nos Estados Unidos de um cancer. Durante a década decorrida após esta operação, viajou regularmente para a França e ao Estados Unidos, países onde sua música encontrou grande sucesso, onde regeu importantes orquestras executando suas próprias composições.

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Debussy,Claude Achille(1862-1918)

Publicado por marcos36 em abril 27, 2008

  • DEBUSSY, Claude Achille (1862-1918) ~ Francês

Compositor francês nascido em St.Germain-en-Laye, em 22 de agosto de 1862.
Tomou lições de piano ainda muito jovem, e o progresso era tão notável que ele pôde entrar no Conservatório de Paris com apenas onze anos. Permaneceu no Conservatório durante mais de dez anos, período em que granhou prêmios alternadamente e desconcertou seus professores, com as idéias harmônicas próprias.

Ganhou o Grand Prix de Rome em 1884, e por volta de 1887 tinha começado a assistir as reuniões dos poetas simbolistas em Montmarte, lideradas por Mallarmé. A crença dos simbolistas era que aquela arte deveria atrair às sensações antes do intelecto. Visitou Bayreuth pela primeira vez em 1888 e, esteve sobre curta influência de música de Wagner.

Debussy também foi influenciado pelos pintores impressionista franceses da época. A influências dessas duas escolas seriam cruciais sobre o desenvolvimento do estilo musical de Debussy. Manteve contato também com a música oriental, representada na Exposição de Paris de 1889.

Os trabalhos primordiais de Debussy são principalmente as peças para voz ou solo de piano, inclusive sua peça de piano mais popular é Clair de Lune da Suíte Bergarmasque (1890-1905). Em 1894 ele compôs Prelude to the Afternoon of a Faun, um dos trabalhos seminais na história de música ocidental. Para carregar as imagens e atmosfera do poema de Mallarmé, L’Après-midi d’un faune, Debussy empregou uma paleta tonal e harmonias de diáfanas e sensuais.

Com a estréia da única ópera dele em 1902, Pelléas et Mélisande, a demanda por sua aumentou. Entre as mais recentes peças que Debussy escreveu, a mais notável é a suíte sinfônica La Mer. Com três movimentos sinfônicos que Debussy chamado “sketches (esboços)”, o trabalho é uma impressão musical das visões e sons do oceano.

As obras para piano de Debussy incluem: a suíte Children’s Corner (1906-08); 24 prelúdios em dois livros (1910, 1913); uma coleção de 12 Estudos (1915). Composições para palco: a música incidental O Martírio de S. Sebastião (1911); o balé Jeux (1912). As composições orquestrais: além das citadas acima, Images (1902-12). A música de câmara inclui: Syrinx (1913) para flauta; um explendido quarteto de cordas; sonatas para violino e violoncelo.

A música de piano de Debussy permanece famosa, e os seus dois livros de prelúdios contêm o melhor das suas composições. Os títulos descritivos destas peças foram adicionados pelo compositor depois da conclusão deles: Footsteps in the Snow, título dado ao Prelúdios, Livro II: No. 6, é um exemplo bom da escritura evocativa de Debussy para o piano.

Suas últimas obras, esntretanto, indicam uma volta a clareza de textura que traz lembranças do barroco. Debussy faleceu em Paris, no dia 25 de março de 1918.

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Schumann,Robert(1810-56)

Publicado por marcos36 em abril 27, 2008

  • SCHUMANN, Robert (1810-56) ~ Alemão

Robert Schumann nasceu em Zwickau, 8 de junho de 1810. Mestre das formas mais íntimas da música, sem igual na história da música, ficou conhecido como um dos grandes compositores que se concentraram em um gênero musical, no seu caso desde cedo dedicou-se a escrever para o piano.

Sua música para piano, suas as canções, permanecem como exemplos supremos do estilo Romântico do segundo quarto do século XIX. Imensamente influenciado pela literatura e poesia, a natureza sonhadora da sua música afeta o ouvinte, como pode ser sentido no quinto movimento da suite para piano, intitulada Carnaval.

Excluindo-se as três sonatas para piano, a maioria dos seus trabalhos para esse instrumento está na forma de suites que incluem pequenas peças poéticas, cada uma expressando um humor diferente.

Em 1840, Schumann pôde finalmente casar-se com Clara Wieck, a filha do seu primeiro professor de música, que tinha se oposto a união deles. A felicidade de Schumann achou uma saída no grande número de Lieder que ele escreveu durante aquele ano. O primeiro número do ciclo de canções Dichterliebe, “Im wunderschönen Monat mai” (A Poet’s Love: “In the beautiful month of May” ) é outro exemplo do estilo harmônico e melódico do compositor.

Schumann fundou o jornal Die Neue Zeitschrift für Musik (The New Journal for Music) in 1834, para dar publicidade a sua própria música e estimular e melhorar os gostos musicais do público que ia aos concertos, e permaneceu ativo como seu editor durante dez anos. Nas páginas desta publicação, Schumann elevou os padrões de crítica musical consideravelmente e fez muito para promover as carreiras de compositores jovens como Frédéric Chopin, Hector Berlioz, e especialmente Johannes Brahms que era seu amigo íntimo.

Ao longo da sua vida, Schumann dividiu-se em duas naturezas contrastantes: o gentil, poético, o lado Apollonian foi chamado de Eusebius; e o lado mais franco, dramático e tempestuoso que ele nomeou Florestan.

Por causa desta duplicidade em sua personalidade, temeu a loucura por muito tempo em sua vida, e eventualmente passou os últimos anos da vida em um asilo de loucos. Schumann morreu em Endenich, perto de Bonn, no dia 29 de julho de 1856.

Scene from Childhood, Opus 15

  1. Número 1
  2. Número 2
  3. Número 3
  4. Número 4
  5. Número 5
  6. Número 6

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Mendelssohn-bartholdy,felix(1809-47)

Publicado por marcos36 em abril 27, 2008

  • MENDELSSOHN-BARTHOLDY, Felix (1809-47) ~ Alemão

Nasceu em Hamburgo em 3 de fevereiro de 1809. Logo cedo demonstrou possuir um talento musical excepcional. Assim, foi encorajado pela família a estudar música e fazer disto sua carreira.

Com dezessete anos, compôs uma abertura baseado em “A Midsummer Night’s Dream” de Shakespeare, obtendo bastante êxito, tanto que depois de alguns anos, compôs mais música semelhante, resultando em uma coleção (suite) de peças, conhecidas como música incidental, e o Scherzo de “A Midsummer Night’s Dream” é típico do estilo deste compositor.

Mendelssohn foi influenciado pela natureza como foi a maioria dos compositores do período. Um dos resultados dessa influência foi a peça “Fingal’s Cave Overture”, também conhecida como “The Hebrides” que descreve as cavernas antigas e a costa rochosa varrida pelos ventos da Escócia.

Mendelssohn também fez muitas viagens que influenciaram duas das suas cinco sinfonias, a Sinfonia N. 3 em lá menor, conhecida como “Scotch’s Symphony”, e a mais popular, a Sinfonia N. 4 em Lá maior, também conhecida como “Sinfonia Italiana”, que incorpora melodias e danças que Mendelssohn ouviu quando viajou pela Itália.

Mendelssohn faleceu em Leipzig, em 4 de novembro de 1847.

  • Sonhos de uma Noite de Verão, Op. 61

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Chopin,Frédéric François(1810-49)

Publicado por marcos36 em abril 27, 2008

  • CHOPIN, Frédéric François (1810-49) ~ Polonês

Um dos mais conhecidos pianistas e mais amado compositor do período Romântico, certamente, é Chopin. Nasceu na Polônia, porém morou a maior parte de sua vida em Paris, naquele tempo o centro musical da Europa.

A produção musical de Chopin foi toda dedicada ao instrumento favorito dele, o piano. Suas mais de 200 composições de solo para piano demonstram seu estilo melódico, muito pessoal, e inclui dois conjuntos de estudos, duas sonatas, quatro baladas, muitos peças e varios prelúdios, impromptus, ou scherzos, e um grande número de danças.

Incluí também várias valsas, um grande número de mazurkas e seis polonaises, danças da Polônia onde nasceu. Algumas destas danças estão entre os trabalhos mais conhecidos de Chopin, mormente a Polonaise em Lá b e a Valsa em C # menor, considerados seus melhores trabalhos.

Os Prelúdios são a maioria dos trabalhos individuais de Chopin. Compostos com a intenção de servir como improvisações introdutórias a recitais íntimos, estas peças variam entre a melancolia e a expressão vocal dramática, por exemplo, do Prelúdio em Ré menor.

As composições de Chopin mais bonitas, provem da série de peças pequenas, que ele chamou de Nocturnes. Como pode ser ouvido no Noturno em Fá b, estes trabalhos são normalmente delicados e doces como um sonho agradável, e habilmente demonstram a predileção de Chopin por canções com melodias suaves, românticas, bem ao estilo da ópera italiana, muito popular naquela época.








  • No. 2 em Sib menor, Op. 35

  • No. 3 em Si menor, Op. 58



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